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domingo, 24 de outubro de 2010

ALIMENTAÇÃO PÓS-TREINO

Alimentação Pós-Treino

 As pessoas ficam tão preocupadas com o que irão comer antes de praticar algum exercício e se esquecem completamente de comer logo após este e/ou até mesmo vão dormir ou trabalhar sem comer nada. É aí que mora o perigo: elas não sabem que irão demorar muito mais para atingir qualquer que seja o objetivo sem uma boa refeição pós-treino.
Para que a recuperação seja rápida, eficiente e o objetivo individual seja alcançado, a refeição pós-treino é uma das mais importantes do dia. A intenção é repor os estoques de glicogênio depletados durante a atividade e fornecer substratos para que as fibras musculares sejam reconstruídas. Muitas pessoas acham que o crescimento muscular ocorre durante o treino, mas na verdade, a maior parte do processo de hipertrofia acontece durante o período de descanso e alimentação (anabolismo).
A situação merece ainda mais atenção no caso de atletas que tem sessões de treinos intensos todos os dias ou até mesmo 2x/dia. Quando isso ocorre, o tempo para recuperação muscular é ainda menor, então todo cuidado é pouco.
O básico para a refeição logo após o treino é uma mistura de proteínas de rápida digestão com carboidratos de alto índice glicêmico, como por exemplo: Whey protein com dextrose, pão branco com patê de atum e suco, carne magra com batatas ou macarrão, peito de frango com arroz, legumes e suco de frutas, torradas com queijo branco, geléia e água de coco, etc. Quando a refeição é feita logo após o término do exercício, há uma ótima ressíntese de glicogênio, liberação do hormônio anabólico insulina, maior síntese protéica e interrupção da proteólise (quebra de proteínas).
O consumo de antioxidantes também é muito importante após o exercício, pois eles diminuem a ação dos radicais livres (substâncias que danificam células saudáveis, facilitando sua oxidação e morte). Trabalhos musculares intensos geram maiores quantidades de radicais livres no corpo (pois aumentam captação de oxigênio). Então, o atleta e/ou esportista deve enriquecer sua dieta com nutrientes antioxidantes, como: vitamina C, E, zinco e selênio. Fontes: frutas como mamão, laranja, acerola, goiaba, legumes, verduras, castanhas, gérmen de trigo, cereais integrais, suco de frutas, azeite de oliva, peixes, frutos do mar, etc.
Da mesma forma, as refeições que se seguem ao treino no resto do dia devem ser ricas em carboidratos, proteínas magras, gorduras boas, vitaminas e minerais, pois os músculos ainda se encontram em estado de recuperação nas 24hrs seguintes ao treino. Capriche nelas e nos líquidos (muitos acham que estão emagrecendo, mas na verdade só estão desidratados! Não deixe isso acontecer e mascarar os resultados).
Então, resumindo: a refeição pós-treino fará uma grande diferença nos resultados, porém o resto da dieta do dia é de extrema importância de qualquer forma. Se você tem dúvidas de como melhorar sua dieta de acordo com o esporte que pratica, consulte um nutricionista esportivo! Bons treinos!


Fonte:Área de Treino 20/10/2010

sábado, 16 de outubro de 2010

20 TROCAS QUE VALEM A PENA

1
Pão francês por integral

Eis uma forma de começar o dia protegendo as artérias.
A massa integral presenteia o organismo com boas doses de fibras.
Esse ingrediente serve de alimento a bactérias aliadas que moram no intestino.
Bem nutridas, algumas delas fabricam mais propionato, uma substância que tem tudo a ver com os níveis de gordura na circulação.
“Ao chegar ao fígado, ela diminui a produção de colesterol”, explica a gastroenterologista Drª Jacqueline Alvarez-Leite, da Universidade Federal de Minas Gerais.
Com isso, cai também a quantidade dessa partícula no sangue.

2
Leite integral por desnatado


Esse esquema garante a entrada do cálcio, tão caro aos ossos, sem um bando de penetras gordurosos.
A bebida desnatada tem o mesmo teor do mineral, com a vantagem de ostentar menos ácidos graxos saturados.
O excesso desse tipo de gordura eleva os níveis de LDL, a fração ruim do colesterol.
“Isso porque reduz o número de receptores que captam LDL nas células”, ensina a nutricionista Drª Ana Maria Pita Lottenberg, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Se esse mecanismo não funciona direito, o colesterol vaga no sangue, pronto para se depositar na parede das artérias.

3
Óleo de soja e outros por azeite

O ganho dessa troca vem da combinação entre gorduras benéficas e antioxidantes que povoam o óleo de oliva.
Uma de suas vantagens é fornecer doses generosas de ácidos graxos monoinsaturados.
“Eles não aumentam os níveis de LDL e ainda ajudam a erguer um pouco as taxas de HDL, o colesterol bom”, afirma o cardiologista Dr. Raul Dias dos Santos, do Instituto do Coração de São Paulo.
“Além disso, os compostos fenólicos do azeite evitam a oxidação do colesterol, fenômeno que propicia a formação das placas”, completa Dr. Jorge Mancini, diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo.

4
Pizza de mussarela pelas de vegetais

A ideia pode não agradar aos fãs mais puristas das pizzarias, mas presta um enorme serviço aos vasos sanguíneos.
Deixar camadas e mais camadas de queijo de lado de vez em quando significa podar gordura saturada do cardápio.
Como você viu, ela protagoniza o disparo do LDL, o tipo perigoso do colesterol.
Substituir a mussarela ou a quatro queijos pelas redondas cobertas de vegetais é uma saída para degustar pizzas sem receio.
Opções não faltam — vale pizza de escarola, de rúcula, de brócolis e até de abobrinha.
E elas oferecem um bônus: pitadas de fibras e antioxidantes.

5
Salgadinhos por castanhas

Essa troca é destinada àquele momento em que pinta a fome no meio do dia. Solução fácil, mas nada saudável, seria recorrer aos salgadinhos ou biscoitos recheados, petiscos que costumam contar com gordura trans em sua receita. “Ela não só faz aumentar o LDL como ainda contribui para derrubar o HDL”, alerta Drª Ana Maria Lottenberg.
Para escapar da malfeitora, aposte nas castanhas e nas nozes — legítimos depósitos da gordura monoinsaturada, que faz exatamente o trabalho oposto. “As oleaginosas ainda são fontes de antioxidantes”,
lembra Dr. Jorge Mancini.

6
Cereais açucarados por aveia

A aveia tem fama de ser um dos cereais mais nutritivos do planeta.
Por isso merece um espaço logo no café da manhã
— seja na forma de flocos, seja no mingau.
Um estudo da Universidade Federal de Santa Catarina comprova, mais uma vez, sua capacidade de cortar a gordura que sobra no sangue.
“A aveia é rica em betaglucanas, fibras fermentadas no intestino e capazes de regular a síntese de colesterol”,
explica a autora, Dr. Alicia de Francisco, que também é coordenadora para a América Latina da Associação Americana de Químicos de Cereais.
“Observamos que elas ainda aumentam o HDL.”

7
Bauru por peito de peru e queijo branco

Calma, não pretendemos condenar ao ostracismo um lanche tão tradicional como o bauru.
O problema é que ele deixa a desejar se as taxas de colesterol já rumam aos céus. Basta averiguar seus ingredientes:
queijo prato e presunto, redutos de gordura saturada e colesterol.
Que tal substituí-lo por um sanduba de peito de peru e queijo branco, que é mais esbelto do que seu congênere?
Experimente.
Só é preciso ficar atento ao tamanho do lanche.
Ora, uma gigantesca baguete recheada pode fornecer mais calorias e gorduras do que um bauru de porte modesto.

8
Camarão por peixe

Convenhamos:
frutos do mar não são tão frequentes no prato do brasileiro.
Mas vale ficar atento durante aquela viagem à praia para não se abarrotar de camarões.
Eles encabeçam o ranking marinho de colesterol — são 152 miligramas da gordura em uma porção de 100 gramas.
Ou seja, quase o triplo do que é oferecido pela mesma quantidade de um peixe gordo como o salmão.
Esse pescado se sai melhor também por outro motivo: ele é carregado de ômega-3.
E uma nova pesquisa da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, revela: o ômega diminui a captação de LDL pela parede das artérias, prevenindo as placas.

9
Picanha por lombo

O porco não é mais gordo que o boi nem o boi é mais gordo que o porco.
Tudo é uma questão de corte.
Há peças bovinas com menos gordura saturada, caso da alcatra e do filé mignon, e há aquelas parrudas, como a picanha e o cupim.
O mesmo raciocínio se aplica à carne suína: o lombo é mais magro que o pernil.
Mas saiba que há medidas para retalhar o possível malefício de qualquer corte rechonchudo.
“Limpe a peça antes de cozinhá-la, retirando toda gordura aparente”,
ensina Drª Ana Maria.
Até porque, apesar de a gente não ver, altas doses do nutriente já estão emaranhadas na carne.

10
Manteiga por margarina

Elas mantêm uma rivalidade histórica e ainda suscitam debates entre os experts.
No duelo em prol de artérias saudáveis, porém, a margarina leva certa vantagem, porque não conta com a famigerada gordura de origem animal e o colesterol.
Nos últimos anos, a indústria tem acrescentado componentes à sua fórmula para torná-la mais benéfica.
Entre eles, destaque para os fitosteróis, que facilitam a expulsão do colesterol pelas fezes.
“Os produtos enriquecidos com essa substância são indicados a quem já tem colesterol alto”, avisa Drª Ana Maria.

11
Quindim por compota de frutas

Os doces costumam ser condenados por carregarem açúcar demais.
Quando a discussão envolve colesterol, porém, o açúcar pesa menos do que outro ingrediente comum em quindins, brigadeiros e bolos: a gordura.
A manteiga, o creme de leite e outros ingredientes gordurosos que dão consistência aos quitutes levam consigo ácidos graxos saturados, que alavancam as taxas de LDL.
Não à toa, os especialistas aconselham trocar esse tipo de sobremesa por opções que, sem perder o sabor adocicado, são desengorduradas.
O melhor exemplo são as compotas de frutas.
Só não vale, é claro, abusar.

12
Suco de laranja pelo de uva

Essa é para matar a sede e resguardar o peito.
É na casca da uva que está um parceiro do coração, o resveratrol.
“Ele atua na redução do colesterol e tem efeito antioxidante”,
diz a bioquímica Drª Tânia Toledo de Oliveira, da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais.
Ao impedir que as partículas de LDL se oxidem, a substância evita indiretamente que elas grudem na parede do vaso.
Ao contrário do que muita gente pensa, o resveratrol não é exclusivo do vinho.
O suco de uva natural e feito na hora (com casca, por favor!) também o disponibiliza ao organismo.

 13
Chá de ervas por chá-mate

Não é campanha contra a receita da avó, mas as infusões à base de camomila e afins perdem feio para o mate se o assunto é colesterol.
Que o digam cientistas da Universidade Federal de Santa Catarina, que avaliaram as propriedades dessa erva típica do sul do país.
“Notamos uma queda de 8,5% nos níveis de LDL em voluntários com taxas normais e uma redução extra de 13,5% em pessoas que tomavam remédios para abaixar o colesterol”, conta o farmacêutico Dr. Edson Luiz da Silva, que liderou a pesquisa.
A proeza vem das saponinas, moléculas presentes no mate.
“Elas diminuem a absorção do colesterol no intestino, favorecendo sua excreção pelas fezes”, explica.

14
Cebola branca por cebola roxa

Essa troca pode ser estendida à alface e ao repolho:
prefira sempre o roxo.
As hortaliças com essa cor abrigam um pigmento que aplaca o colesterol, a antocianina.
“Experimentos feitos em animais no nosso laboratório mostraram que ela reduz consideravelmente a concentração da gordura no sangue”,
conta a professora Drª Tânia Toledo de Oliveira, da Universidade Federal de Viçosa.
“A substância inibe uma enzima que participa da síntese de colesterol no fígado, além de aumentar sua eliminação do organismo.”
Morangos e cerejas, saiba, também são reservas de antocianinas.

15
Molho branco pelo de tomate

O macarrão é o mais inocente por aqui.
Quem incentiva ou não a escalada do colesterol é o molho — sempre.
O branco é bem gordo.
Em 2 colheres de sopa encontramos 4,5 gramas de gordura.
Como o preparo exige creme de leite e queijo, o prato fica cheio de ácidos graxos saturados.
Uma bela macarronada ao sugo não guarda esse perigo.
Nas mesmas 2 colheres de sopa, há somente 0,1 grama de gordura.
“Apenas procure usar o molho de tomate feito em casa e evitar a manteiga no momento de refogá-lo”, orienta a nutricionista Drª Ana Maria Lottenberg.
E, se possível, opte pela massa integral.

16
Chocolate ao leite pelo amargo

O doce de cacau se notabilizou como um amigo do sistema circulatório.
Mas não é todo chocolate que, de fato, prova sua amizade às nossas artérias. O tipo que merece respeito é o amargo.
“Ele possui menos gorduras saturadas que o branco e a versão ao leite”, afirma a nutricionista Drª Vanderlí Marchiori, colaboradora da Associação Paulista de Nutrição.
“Sem falar que fornece catequinas, substâncias que ajudam a sequestrar o LDL e impedir sua oxidação”, diz.
Mas fique atento ao rótulo: amargo de verdade tem mais de 60% de cacau em sua composição.

17
Sal por ervas e alho


Está em suas mãos uma maneira de preservar os vasos sem deixar a comida ficar insossa: em vez de exagerar no sal, ingrediente que patrocina a hipertensão, use a imaginação e as ervas aromáticas, além de alho.
“Ele tem compostos capazes de controlar o colesterol”, exemplifica Drª Vanderlí.
E ervas como o orégano e o alecrim merecem ser convidadas à cozinha por causa do seu poder de fogo contra a oxidação, um fenômeno que, você já sabe, não poupa o LDL, tornando-o ainda mais danoso para as artérias.
Mas essa ação pode minguar quando os ingredientes são expostos a temperaturas elevadas.
Procure acrescentá-los nos minutos finais do cozimento.

18
Frango com pele pelo frango sem pele

Muita gente pensa que basta despir uma coxa de frango assada no prato para se livrar de um boom de colesterol. Ledo engano.
“Retirar a pele é, sim, fundamental, mas isso deve ser feito antes de levar a carne ao fogo”, esclarece a nutricionista Drª Cláudia Marcílio, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo.
“Quando submetidos ao calor, a gordura saturada e o colesterol da pele conseguem se dissolver e penetrar na carne”, justifica Drª Ana Maria.
Aí, será tarde…

19
Queijo pelo tofu

A intenção não é jogar mais pedras sobre o parmesão, o provolone e até o minas, mas abrir espaço ao tofu, que é feito de soja.
Ele é uma preciosidade porque concentra o que o grão tem de melhor: proteínas e isoflavonas.
“A proteína da soja aumenta a atividade de receptores que colocam o LDL para dentro das células e inibe a principal enzima responsável pela produção de colesterol”, explica a nutricionista Drª Nágila Damasceno, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo.
E as isoflavonas não só potencializam a queda do LDL como evitam sua oxidação.

20
Pipoca de micro-ondas pela de panela


Faz toda a diferença investir um tempo a mais para estourar o milho no fogão.
“É uma forma de controlar a quantidade de gordura no preparo, porque no produto de micro-ondas ela já é fixa”, argumenta a doutora em ciência dos alimentos Maria Cristina Dias Paes, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, em Sete Lagoas, no interior de Minas Gerais.
A versão que ganha na praticidade perde pontos porque carrega ácidos graxos saturados e trans.
“Na panela, dá para usar um óleo mais saudável, como o de canola”,
diz Cristina.
Daí, você aproveita as fibras do milho, deixando seu colesterol em paz.

Fonte: http://saude.abril.com.br/edicoes/0312/nutricao/vinte-trocas-inteligentes/passo20.shtml                

AS VITAMINAS E SUAS FUNÇÕES

As vitaminas e suas funções


Vitaminas
Funções
Fontes
Vit. C
Papel antioxidante, reciclar a vitamina E, produção e manutenção do colágeno, ajuda na absorção do ferro, provável papel contra a gripe e resfriados
Função estética:
Renovação do tecido epitelial, síntese de colágeno, melhora a flacidez e elasticidade cutânea, produção de pêlos, protege a pele da ação dos raios ultravioleta. Preserva a estrutura dos fibroblastos (fibras da musculatura) e colágeno.
Laranja, limão, acerola, morango; vegetais folhosos crus: repolho, brócolis, espinafre, tomate, couve flor e manga
Vit. A

Essencial à visão, crescimento e manutenção do sistema imunológico e reprodutor
Função estética:
Ação fotoprotetora e inibe a melanina, auxilia a produção de colágeno, antioxidante, restaura e constrói novos tecidos, auxilia no tratamento de abcessos, furúnculos, acne e queda de cabelos. Bom para pele seca.
Vegetais folhosos, frutas amarelas e laranjas (laranja, acerola, mamão), leites e derivados, manteiga, ovos, vegetais e legumes alaranjados e amarelos (cenoura, abóbora e etc).
Vit. E
Papel antioxidante, proteger gorduras contra os radicais livres
Função estética:
Antioxidante, protege a ação da Vitamina C, combate radicais livres, evitando o envelhecimento precoce, diminue risco de câncer e doenças cardiovasculares. Bom para pele seca.
amendoim, milho, soja, amêndoa, avelã, óleos vegetais (milho, soja, canola etc), leites e derivados, salmão, abacate e damasco
Vit. K
Coagulação sanguínea
Função estética:
Ação coagulante
Vegetais folhosos verde escuro (espinafre, couve, brócolis), repolho, ervilha, fígado de boi, manteiga e queijo
Vit. D
Absorção de cálcio, metabolismo ósseo
Óleo de fígado de bacalhau, gema de ovo, manteiga, salmão, sardinha, arenque, fígado, gema, leites e derivados e manteiga.
Vit. B1
Exerce funções vitais no sistema nervoso, necessária ao metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas
Carne de porco magra, germe de trigo, carnes magras de aves, gema de ovo, legumes.
Vit. B2
Formação das células vermelhas do sangue, regulação de algumas enzimas da tireóide
Leite e derivados (lacticíneos), vísceras, carnes magras, ovos, cereais integrais, queijos, vegetais folhosos verdes escuros, castanhas avelãs, feijões, lentilha, carne seca, fígado e rins.
Vit. B3
Funcionamento de vias metabólicas, redução dos níveis de colesterol e triglicérides
Vísceras, fermento e amendoins
Vit. B6
Exerce diversas funções no sistema nervoso
Função estética:
Bom para pele oleosa
Levedo, germe de trigo, carne de porco, vísceras, cereais integrais, legumes, batatas, bananas, aveia, fígado, batatas, frango e leguminosas (feijões, grão de bico, lentilha, ervilha, soja etc).
Vit. B12
Atua na produção de células sanguíneas, no sistema nervoso, envolvida no metabolismo de gorduras, carboidratos e proteínas
Vísceras, fígado, leite, queijos, ovos, peixes, carnes e frutos do mar.
Ácido Fólico (B9)
Renovação celular, auxilia a formação do tubo neural e participa da síntese do RNA e DNA
Função estética:
Renovação Celular
Vísceras, amendoins, cereais integrais, fígado, feijões, vegetais de folhas verdes fresco (instabilidade durante a cocção), grãos secos e carnes magras.


Fantástico - Falsos anabolizantes causam graves problemas de saúde

ANABOLIZANTES PERIGO A SAUDE!!

Falsos anabolizantes causam graves problemas de saúde

 

Cicatrizes, deformidades e mutilações são resultados de aplicações de substâncias impróprias para o consumo humano.
O Fantástico faz um alerta para adolescentes e jovens que querem um corpo perfeito. Está aumentando no Brasil todo e, principalmente, no Nordeste o uso de falsos anabolizantes, que podem causar problemas graves de saúde. E apareceu outra ameaça: óleo mineral, que os jovens injetam direto no braço. Isso pode causar até amputações.
Muito magro desde menino, o auxiliar de mecânico César Augusto, de 17 anos, sonhava com um corpo diferente. “Engrossar, ter braço grande, peito, ombro, corpo perfeito”, diz.
Um corpo perfeito era o que o auxiliar de pedreiro Evandro Marcos Barbosa da Silva mais queria. Encontrou muitas dores, mutilação, vergonha. “Eu passei muito sofrimento, constrangimento. Estar andando na rua, e o povo fica olhando diferente para a pessoa”, descreve.
O drama dos jovens envolve famílias inteiras. A mãe de César, a agricultora Maria Auxiliadora da Silva, passou noites em claro sofrendo junto com o filho que não conseguia dormir com tantas dores.
“É muito angustiante você ver seu filho chorando e você não poder fazer nada. Sei que tem muitas mães também que estão passando o mesmo que eu. Ajudem as mães que não tem coragem de pedir socorro”, diz.
As histórias são parecidas. Eles são jovens e querem ficar fortes, sarados, em pouco tempo. Não têm informação nem dinheiro. De repente, um amigo, ou conhecido ou mesmo o instrutor da academia do bairro revela uma receita que parece ser milagrosa. Começa o envolvimento com os falsos anabolizantes e as consequências que vão durar para o resto da vida.
Cicatrizes, deformidades, mutilações são resultados de aplicações de substâncias que prejudicam a saúde e são impróprias para o consumo humano.
“Comecei a tomar de três em três dias e aumentar a dosagem. Eu tomava ADE, vitamina para animal”, diz o auxiliar de mecânico César Augusto, de 17 anos.
“Não é um anabolizante de forma alguma. É um complexo vitamínico”, afirma a veterinária Beatriz Dutra Vaz.
A veterinária explica que o ADE é usado em animais com deficiência nas vitaminas A, D e E. “A proporção que você aplica em um cavalo que tem 300, 400, 500, 600kg é diferente de um ser humano saudável em torno de 80, 90kg”, alerta Beatriz Dutra Vaz.
Além de substâncias de uso veterinário, os jovens estão injetando óleo mineral nos músculos. É fácil comprar os produtos. O óleo mineral é vendido como laxante nas farmácias sem receita médica. O adolescente também adquire seringa e agulhas.
Na loja de produtos veterinários, é possível comprar o complexo vitamínico que só poderia ser vendido para maiores de idade com prescrição do veterinário. As consequências das injeções de óleo mineral são devastadoras.
O efeito mais comum é que o óleo injetado se infiltra entre os músculos ou se acumula, formando um abscesso, uma espécie de bolsa entre os feixes musculares. A presença dessa substância gera um processo inflamatório, que depois se transforma em uma infecção. Isso provoca a destruição do tecido muscular, a necrose.
“A utilização intramuscular causa vários problemas, desde fibrose com perda de mobilidade do segmento muscular até quadro de infecção grave. Pode chegar à amputação até quadro de óbito”, relata Jader Wanderley, diretor da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia de Pernambuco.
O que assusta os médicos é a quantidade cada vez maior de jovens e adolescentes que chegam dos sítios de vários municípios do sertão em estado grave. Só este ano, no Hospital de Ensino da Universidade Federal do Vale do São Francisco, em Petrolina, 150 pacientes foram atendidos, 26 só em setembro. Três jovens tiveram que amputar um dos braços.
“Além do risco absurdo dessas substâncias, ainda há o risco adicional de os meninos contraírem doenças infecto contagiosas como AIDS, hepatite e tantas outras. Então, é realmente um problema grave de saúde pública”, ressalta o médico Bruno Freitas.
O drama é cada vez mais comum no interior do Nordeste. Em Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe, 11 adolescentes injetaram complexo vitamínico animal. Seis foram parar no hospital com lesões nos braços. “Todo mundo comprou e a gente se aplicou”, diz um jovem.
Em Salvador, na Bahia, um estudante de enfermagem de 22 anos, que prefere não ser identificado, também usa a droga que promete o efeito anabolizante há cinco anos. Ele mesmo aplica as injeções.
“Eu presenciei vários amigos meus com abscessos, tendo que fazer drenagens, outros tendo que amputar os membros, e isso deixa a gente muito triste. Mas, depois, a gente volta a fazer tudo de novo", confessa o estudante.
Um estudo do Conselho Regional de Educação Física na Paraíba revela um dado alarmante: 11% dos frequentadores de academia que foram entrevistados usam óleo mineral e vitaminas para animais.
Pedro André escapou por pouco. Ele correu risco de ter o braço amputado, fez dez cirurgias. “Espero que isso sirva de lição para muita gente que usa esse tipo de droga, que não vale a pena”, declara.
“Procure seus músculos com exercícios, não com drogas. Essa droga afeta não só os braços, afeta a cabeça. Afeta tudo”, diz a mãe de Evandro Marcos Barbosa da Silva.

CAFÉ : UM RISCO JUNTO COM ATIVIDADE FISICA!!!!

Combinar café com exercício físico pode ser um risco
Boletim CONFEF
Dados apresentados pelo Hospital Universitário de Zurique, na Suíça, não veem com bons olhos a parceria café e atividades físicas. No estudo, pesquisas levantaram a hipótese de que a cafeína poderia baixar o rendimento dos exercícios a longo prazo. Ela não é tão inofensiva quanto se imaginava e a ingestão de café não seria indicada nem mesmo antes da prática esportiva.

Sabe-se que o café contém substâncias e propriedades que estimulam o sistema nervoso, ajudando a manter o poder de concentração. A bebida também tem poder antioxidante, que colabora com a redução dos índices de risco de doenças como o diabetes. Além disso, a cafeína também estaria associada à diminuição das dores musculares pós-atividade física e ao metabolismo, auxiliando na queima de gordura.

Mas os médicos suíços acreditam que misturar a bebida com atividade física é um risco. Os estimulantes contidos na bebida colaboram para o aumento da frequência cardíaca e, em longo prazo, esses riscos aumentam a pressão arterial, deixando o organismo suscetível às doenças vasculares. A orientação é que o consumo do café seja feito duas horas antes ou após as refeições principais, não ultrapassando três xícaras ao dia, e nunca antes ou depois da atividade física.

Fonte: Abril.com.br